A Jornada da Redução de Custos nas Empresas – 3ª. Parte

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Este é o terceiro artigo da série sobre redução de custos – se você não leu os dois primeiros, por favor leia aqui e aqui. Aproveite e siga a Direta Consultoria no LinkedIn e no nosso site www.diretaconsultoria.com.br para receber todos os updates. Como falamos nos artigos anteriores, é importante entendermos a cadeia de valor da empresa e sua estratégia de mercado para que não tomemos ações de redução de custos que ao invés de ajudarem, prejudiquem o negócio. E sempre lembrando, redução de custos é um processo que não acaba nunca – tem de estar na cultura da empresa e ser sempre objeto de reflexão. Proteja seu lucro.

Já tratamos sobre entrada de materiais/insumos/produtos, e a operação central da empresa.

Neste artigo iremos falar um pouco de oportunidades de redução de custos na distribuição de produtos e serviços, e por quê é importante entender o negócio antes de iniciar este trabalho.

– Outbound Logistics (Distribuição de Produtos): Custos de distribuição são extremamente relevantes em um país pobre em infraestrutura logística. Como nossa malha é predominantemente rodoviária, o custo de transporte por KM é maior do que nos países mais estruturados, que tem oferta maior e melhor de modais como o ferroviário, por exemplo. Lembrando que o Brasil tem distâncias continentais – atender regiões diferentes pode pedir métodos e parceiros diferentes.

Distribuição é um assunto que pede planejamento e entendimento do papel das entregas na experiência dos clientes. A prioridade é custo ou velocidade? Rapidez na informação/confirmação de entrega? Este é um diferencial na percepção do cliente? Nosso cliente pede uma entrega mais refinada (cadastro prévio e/ou treinamento dos entregadores – caminhoneiro e ajudante)?

Se as respostas a estas perguntas forem sim, isso não quer dizer que a procura por redução de custos acaba – mas tem de ser considerada à luz das premissas corretas, no nível de serviço necessário dentro do mercado onde atua.

A distribuição física de produto pode ser feita basicamente de três maneiras:

 – Gerenciamento de transporte terceirizado, com utilização de um provedor de Logística (3PL);

– Gerenciamento próprio, contratando diretamente empresas de transporte ou transportadores autônomos;

– Gerenciamento e realização próprios (frota própria).

Cada caso é um caso e a empresa pode ter suas razões para escolher uma opção ou outra. O importante é dentro da opção escolhida saber as alternativas para redução de custos – exemplos:

– Consolidação – quanto mais carga transportada por viagem, menor o custo unitário do transporte. Consolidação de carga é historicamente um fator para redução de custos (quando possível de efetuar). Nos mercados B2B algumas empresas adotam um valor de pedido mínimo, na busca de uma melhor consolidação. Nos mercados B2C isso normalmente não é possível, mas as empresas costumam cobrar uma taxa de frete, que se for bem calculada pode inclusive dar lucro (frete vira produto). A consolidação funciona inclusive para a quantidade de parceiros de entregas (quando terceirizado) – menos parceiros significa uma maior força de negociação com cada um (e um nível de serviço potencialmente mais estável, que se presta a interligação de sistemas e controle de SLA’s).

– Prazo de entrega – mais é menos – quanto maior o prazo possível, normalmente menor o custo porque facilita a escolha de transportador e as possibilidades de cross-docking. Na logística reversa, que em várias oportunidades custa mais que a distribuição normal, essa máxima também se aplica – se houver possibilidade de receber os produtos em um prazo maior, há uma chance de negociar melhor.

– Utilização de software para conferência de frete – já há vários fornecedores deste tipo de sistema no mercado brasileiro. Este tipo de ferramenta assegura que o frete contratado é o frete pago. Parece pouco? Não é, porque erro na cobrança de frete é algo que acontece, e acontece bastante. Não por má fé, mas erro operacional mesmo.

– Utilização de software de “leilão” de frete – para empresas que contratam transportadores avulsas, e cujo processo de entrega pode ser “padrão”, uma opção interessante é a utilização de plataformas que ofertam sua oportunidade de frete para um universo amplo de transportadoras que mandam suas melhores propostas. Isso pode trazer boas oportunidades.

– Bids, ou concorrências entre 3PL’s ou transportadoras – o bom e velho bid é uma excelente ferramenta para verificar a competitividade de seus custos e conseguir diminuições de custos ou evitar reajustes. Mas bids tem de ser bem montados – é essencial investir tempo na preparação da negociação com a utilização de informações corretas de cargas, volumes, praças e uma boa planilha de simulação que te mostre claramente as vantagens de cada proposta recebida. A frequência depende dos seus contratos com parceiros e complexidade de operação – pode ser anual, ou a cada dois ou três anos. Se seu caso for utilização de 3PL’s, mudanças normalmente causam bastante trabalho se houver necessidade de mudança de armazém, conexão de sistemas, processos – tem de ser um passo bem planejado.

Localização – afora o frete, outro fator importantíssimo na cadeia de distribuição das empresas é definir de onde seu produto vai ser faturado/embarcado.

Minha empresa vai ter armazém único (próprio ou terceirizado)? Vai regionalizar a armazenagem e faturamento? Regionalizar produção?

Cada caso é um caso, e precisa de um “business case” para validar a opção. Tudo tem trade-off. Por exemplo – regra geral, mais armazéns geram maior valor investido em estoques e um custo maior, entretanto podem significar um serviço mais rápido ao cliente. Qual a prioridade – custo ou nível de serviço? Depende do produto e do mercado-alvo.

Em vários casos, estados brasileiros oferecem incentivos fiscais para que operações fabris ou de distribuição sejam instaladas nos mesmos. E incentivos tão interessantes que compensam o custo adicional de estoque e frete, com bastante lucro ainda. Nossos executivos já apoiaram empresas nesta análise e na implantação de novas operações em função de incentivos fiscais, e os mesmos foram determinantes para a continuidade saudável dos negócios e competitividade das empresas.

Não aceite respostas fáceis e rápidas para os problemas de custos da sua empresa. Como falamos antes, ações mal pensadas ou que tenham potencial de afetar sua estratégia de negócios podem prejudicar mais que ajudar. Coloque pessoas com experiência de negócios e que tenham uma visão geral da empresa para ajudá-lo nisso. Não confie seu lucro a qualquer um – lembre-se, tanto quanto ganhar dinheiro na venda, sua empresa também ganha dinheiro no gerenciamento de custos.

Se você precisar de apoio, a Direta Consultoria pode auxiliá-lo neste processo identificando oportunidades e ajudando a colocá-las em prática. Contate-nos.

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