Gestão da Cadeia de Suprimentos. Ou Cadeia de Valor?

An interior of a warehouse.

Hoje, mais do que gestão da cadeia de suprimentos, olha-se para a cadeia de valor da empresa. O conceito de cadeia de valor não é novo, foi introduzido por Porter em 1985. Em síntese, a cadeia de valor representa o conjunto de atividades desempenhadas por uma empresa desde suas relações com os fornecedores, ciclos de produção, processos de venda, até à fase da distribuição final.

Pode-se dividir este escopo para focar em temas específicos, como por exemplo, seleção e negociação de fornecedores. Deve haver profissionais na equipe preparados para este relacionamento. Há técnicas e processos para selecionar fornecedores e negociar condições de fornecimento.

Mas esse processo não pode perder de vista a cadeia de valor , pois tudo se relaciona, gerando  impactos que reverberam até os clientes e o resultado da empresa.

Um exemplo prático: uma empresa de soluções em tecnologia (integradora) cota diferentes fornecedores de algum hardware específico para cada projeto em que entra. Está claramente buscando o melhor custo de aquisição.

Nada de errado com isto, mas olhando-se estrategicamente, é preciso considerar o longo prazo,  o negócio como um todo.

Por exemplo, a empresa em questão que buscou diminuir custos com diferentes fornecedores, pelo código de defesa do consumidor deverá garantir o funcionamento do produto no tempo contratado (período de garantia). Usar fornecedores e marcas diferentes em vários projetos adiciona complexidade à sua assistência técnica. Agora seus técnicos precisam entender de componentes de vários fornecedores,  e também precisarão carregar peças de reposição destes vários fornecedores, ou contratar diferentes assistências técnicas de várias marcas. Tudo isso impacta em custo de estoque (aumento do nível inventário), serviço e prazo de solução ao cliente. Ou seja, há um impacto potencialmente muito maior no resultado da empresa do que a simples economia de custo na hora da compra. É necessário que se façam cálculos.

Outro exemplo: uma empresa depende de insumos ou produtos importados. Importa seus produtos da forma mais lógica possível, via o porto de maior tráfego e menor custo (e mais próximo), e leva o material para sua planta ou armazém. Parece ok. Entretanto, seu concorrente está usando outra rota, desembaraçando produto por outro estado, em função de incentivos fiscais. Será que não vale a pena avaliar esta rota que à primeira vista não parece a mais lógica?

Esperamos que um dia a guerra fiscal entre estados acabe, mas hoje ainda pode ser um diferencial importante para a rentabilidade das empresas e sua capacidade competitiva. Uma decisão dessas tem importante repercussão interna, não apenas para a área de Importação, mas também para Planejamento (aumento de lead time, precisa colocar pedidos mais cedo com o fornecedor), Finanças (preparar o ERP da empresa para diferente tributação, e talvez reflexos de caixa), Vendas (alteração potencial na tabela de preços), Logística (novas rotas e prazos), e assim vai. Está tudo interligado na Cadeia de Valor.

Existem várias outras situações a analisar, desde localização geográfica e política de fornecedores (veja problemas entre EUA e China, com algumas empresa hoje deixando a China), rotas de suprimento, frequência e preparação de bids, localização de operações, prazos de atendimento, volumes necessários de estoque a carregar (ou evitar), e tudo mais que pode afetar rentabilidade e satisfação dos clientes.

Esta visão ampla do negócio diferencia o sucesso das empresas. Há necessidade de construção de cenários para a melhor tomada de decisão, montar business cases que considerem todos os departamentos e a experiência do cliente. Isso exige preparo e experiência.

Se sua empresa ou unidade de negócios precisar rever sua cadeia de valor, procure-nos para uma conversa. Os executivos da Direta Consultoria tem ampla experiência na montagem de cenários de negócios e business cases – da concepção, definição e modelagem, até sua execução em conjunto com sua empresa.

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